sábado, 3 de março de 2012

A Estação do Rock!

Sempre fui muito ligado a música, aliás digo que música é o ar que respiro. Aos oito anos ganhei, de meu pai, uma bateria completa, para parar de tocar nas cadeiras da sala e nas panelas de minha mãe! Era uma Weril verde similar a esta da foto. A weril, naquela época, fabricava bateria. Virei o rei da rua, do bairro e da escola e o pior é que eu tocava bacaninha com oito anos.




   Ouvíamos muito Beatles, muito jovem guarda, Élvis e outras coisitas. As músicas estrangeiras só chegavam aqui com seis meses ou até um ano depois de serem lançadas. Clips, VTs e imagens de qualquer banda, só em preto e branco em revistas. Quando circulava um murmúrio que Beatles iam lançar um novo disco a expectativa ficava na nossa cabeça por meses.



Era uma época de ditadura, de músicas proibidas, censuradas e por vezes alguns lançamentos nem chegavam por aqui. Estudava no Estadual Central, local por onde passaram grandes nomes, inclusive a presidente Dilma. Para o exercito, todo mundo ali era comunista e vira e mexe, éramos vítimas de bombas da gás lacrimogênio, cassetetes de madeira aos quais reagíamos com estilingue e bolinhas de gude, era a única forma de nos defender das acusações de comunistas.


Andávamos de troleibus e nos ônibus da viação Getúlio Vargas, onde constantemente éramos postos para fora aos empurrões por soltarmos "peido alemão" dentro dos ditos cujos. A gente chegava a apanhar de passageiros e trocadores, mas era muito divertido. Molecagem???? sim!!! mas nós não roubávamos ou assaltávamos, não matávamos e acreditem, dançávamos músicas lentas agarradinhos nas "miná"


Nesta tocada começaram a surgir as primeiras "horas dançantes", eu frequentava a do Minas Tênis. Maluquice, segundo nossos pais, que diziam "juntam umas caixas de som" e colocam discos para tocar e dançam!!! Não sabem o que é uma grande orquestra!!!!


E a horas dançantes começaram a pipocar para todos os lados,em  clubes como a Sociedade Mineira de Engenheiros, Círculo Militar, Orion, Sociedade Italiana, Ginástico, Olímpico, Sparta dentre outras tantas. E a gente ia em quase todas, duros sem um puto no bolso, mas podíamos andar a pé de madrugada sem sermos assaltados e pular muros de clubes sem levar uma "bala perdida".


 Não tinha esta de pai e mãe levar e buscar. saíamos em bando mas não quebrávamos e nem destruíamos nada! A gente curtia a vida sem medos e na paz. Época em que, depois das festas se "rateava a grana" e sentávamos em um bar para pedir uma cerva e quatro copos e nada mais além disto. Carro???? Taxi??? nada disto,  andávamos a pé mesmo ou ficávamos esperando o dia amanhecer para pegar o primeiro busão do dia e se um não tivesse grana para o busão a corria a vaquinha e se garantia a passagem ou ia todo mundo a pé mesmo. Ninguém ficava sozinho para tráz!


Um dia, sentado na esquina da Contorno com Rio de Janeiro, ouvindo a cultura AM em um radinho japonês da marca Sharp....ouvi a música Kashmir do Led Zeppelin. Cara aconteceu algo tipo.."PARA TUDO!!!!! O MUNDO MUDOU E EU AQUI AINDA OUVINDO BEATLES??????"


A partir de então comecei uma procura insana e difícil por novidades até que cheguei ao sr. Rodolfo Mallard e sua trupe da Som Shine. Daí para frente amiguinhos nunca mais parei de viver, respirar e me alimentar de música, as boas é claro.


Outro dia, meu filho mais novo, o Fred, trouxe dois amigos até minha casa para mostrar-lhes minha coleção de discos e CDs do Led Zeppelin, Pink Floyd, Gênesis e outras coisas daquela época, para minha surpresa, eles curtem isto. Eu me senti muito bem....salvei a alma de meus dois filhos dos castigos dos funk carioca, pancadão, axés, sambanejos e os tchê, tchereretete da vida. Melhor ainda saber que eles convivem com uma moçada que também curte as "boas músicas"


Estas músicas, na sua grande maioria, têm mais de trinta anos e estão aí até hoje, agora eu pergunto.....será que daqui a trinta anos alguem vai se lembrar dos Telôs, Mr. Katra, pancadões e outras destas porcarias??? Eu respondo!!! Com certeza NÃO!!!


Escrevi isto, tomando uma gelada, ouvindo e vendo clipes de músicas no Estação do Rock, grupo que o Leo Lage me apresentou e por lá também deixo minhas contribuições. Aprecie também e se os sintomas não desaparecerem, não se preocupe e nem procure um médico é por que você é um sujeito de bom gosto!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Falta de comprometimento de CCE 2

Para não dizerem que sou implicante leiam o seguinte relato:. 


Resolvi ir na assistência técnica atrás de meu notebook.  Quando apresentei a OS a atendente Jaqueline me disse:


- "Senhor, ainda estamos aguardando a chegada da peça e temos uma má notícia, CCE está fazendo inventário e tudo está parado, talvez só depois do carnaval."
- É mesmo???? e o que eu tenho com isto???
- Meu equipamento está aqui a mais de um mês só para trocar uma bateria!!!
- Eu sinto muito senhor!!!
- Faz o seguinte, busca ele para mim que vou levá-lo assim mesmo!!! Chega cansei!!
- Senhor, a CCE determina que se o senhor levá-lo eu tenho que cancelar o pedido e o senhor não recebe sua bateria que está encomendada.

Filha.... manda a CCE enfiar esta bateria ok! Ela não é uma empresa séria!



Ela buscou o equipamento e eu pedi para testa-lo. Quando pedi a senha da internet ela disse que não poderia fornecer, somente os técnicos ou o diretor. Pedi para chamá-los ela me disse que todos estavam no horário de almoço e que só voltariam em duas horas.


Porém ao ligar o equipamento, ele entrou automáticamente na internet, a senha da loja estava gravada lá, ou seja, meu equipamento estava sendo utilizado por lá!


Durante todo o tempo em que estive por lá, várias pessoas ligaram e a resposta, de uma forma deligada, foi a mesma para todos. Mas a resposta queria dizer só o seguinte "Estamos fazendo inventário, ou você aguarda ou vá se fuder para lá e não encha meu saco!


Enfim, sem mais delongas, se você ou alguem que você conheça quiser comprar um produto CCE, desaconselho, não faça a sacanagem consigo mesmo e nem deixe seu amigo entrar numa furada, a não ser, é claro, que você não goste dele!





sábado, 11 de fevereiro de 2012

Falta de comprometimento da CCE







As pessoas estão me perguntando por que estou publicando que a CCE não tem compromisso com seus comsumidores? Abaixo segue na integra o texto enviado à empresa, em 9 de janeiro, do qual não tive nenhuma resposta!



Senhores: Sou Jornalista, publicitário, professor universitário e consultor de marketing. Uso meu computador como ferramenta (importantíssima) de trabalho. Convivo com a CCE deste os anos 70 quando ela adquiriu a fama de Conserta, Conserta e Estraga. Por muitos anos fiquei reticente em comprar produto da marca.

 Há dois anos, acreditando nas mudanças anunciadas, adquiri um notebook CCE modelo XBE 216. Com o passar do tempo ele derreteu o local onde se liga o carregador de bateria. Fui a um representante e ele me disse que infelizmente este modelo tinha este defeito e que eu teria que comprar um novo carregador com um plug de conexão mais longo. Fiz isto. Resolvi tentar novamente um novo CCE, desta vez o modelo premiun iron 787. Comprei no Extra.com.br em 09/12/2011 com nota fiscal 000.064.462. Com menos de um mês de uso, sua bateria parou de carregar.

 Procurei através do 0800 os serviços técnicos. Ao contrário do anunciado "CCE RESOLVE" (nós buscamos e devolvemos em 10 dias), uma funcionária de vocês me contatou e me disse que eu teria que levá-lo a uma oficina autorizada. Indicou-me três locais, dos quais um deles com o contrato suspenso, outro não dava assistência em computadores e somente a LJ Telecomunicações (Belo Horizonte) poderia me atender. Levei meu equipamento para lá no dia 11/01. (OS 40152) Me pediram 10 dias para um diagnóstico e até 25 dias se precisasse de peça. Foi diagnosticado que minha bateria teria que ser trocada.

 Até a presente data a mesma não chegou. Estou sem minha ferramenta de trabalho há um mês. Gostaria então de informar que desisti dos produtosCCE, provavelmente passarei este equipamento e comprarei outro de outra marca mais séria e comprometida com os clientes. Estarei também divulgando no meu blog, no meu Facebook, no meu  Twitter e nas minhas salas de aulas uma campanha "NÃO COMPRE PRODUTOS DA CCE"

 Estou comunicando este fato a vocês por uma questão de coerência! Grato - Julio

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESTAÇÂO DO ROCK

Leo Lage, amigo "das publicidades da vida" criou a Estação do Rock no facebook e me jogou lá para dentro, sem ao menos me consultar,...mas nem precisava, ele sabia que eu ia gostar...e gostei!. Grande iniciativa para encontrar moçada da época e compartilhar boa musica dos bons tempos que, infelizmente, muitos hoje nem imaginam o quando era rico, musicalmente dizendo.

Vendo as postagens dos participantes, senti vontade de escrever este texto, por que me veio a lembrança de como era difícil ouvir os principais hits daqueles tempo. Não tínhamos computadores, sites, download nem video clipes, tinhamos somente o rádio e ainda por cima AM!

A princípio a grande rádio era a Mundial 860 AM do Rio de Janeiro. Big Boy com seu famoso " Helo fellow, Big Boy here again!!"...... era aguardadíssimo nos sabados a noite. Mas para ouvi-lo você tinha que ter um puta rádio ou pegar seu carro ir para o alto da av Afonso Pena e posicionar no melhor local de sintonia. Como a maioria de nos não tínhamos carros, era comum juntar uma penca de gente dentro de um fusca subir para as "antenas" e aguardar as novidades.

Mas o sacrifício durou pouco. Logo surgiu a nossa Cultura AM 830, rádio dedicada aos jovens da época e com isto as "antenas do alto da Afonso Pena" passaram a ser utilizadas para "outras coisas" 

Programas como CASH BOX apresentado pelo locutor Jorge Marcio,com quem cheguei a fazer alguns eventos, trazia os principais sucessos da BILLBOARD e tinha como tema de abertura esta musica aí abaixo.... sucesso gravado na voz de um indio navajo baixista!


O programa mais aguardado era o famoso " CULTURA RÌTIMOS DA NOITE" que começava as onze horas e era apresentado pelo Geraldão com aquele vozeirão inconfundível. O tema de abertura era este aí abaixo tocado pelo Creedence Clearwater Revival......inesquecível!


A coisa funcionava assim, ouvíamos os sucessos e corríamos nas lojas de discos especializadas, que eram poucas e as melhores da época eram a Pop Rock e a Sônus. Por vezes o disco levava meses para chegar aqui e as vezes eram tão caros que as compras eram ratiadas.

Então entrei para a trupe da Som Shine. A Som Shine tinha algumas parcerias que forneciam discos importados, assim, algumas vezes, lançavamos músicas antes das rádios.

O grande barato, principalmente para nós da equipe era poder ouvir estas músicas inéditas gravadas em fitas K7 Basf nos carros, privilégio de poucos e um grande negócio junto as meninas. Para isto o primeiro "reprodutor de fitas" era um gravador da philips que funcionava a base de quatro pilhas grandes e caras, por isto era comum ver neguinho rebobinando fita com caneta big. Depois surgiram os famosos TKR (cara preta) e o Roodstar.

A estação do Rock me trouxe estas boas lembranças e eu quis compartilhar, quem viveu aquela época vai se lembrar disto tudo!






sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Job



Em 1977, estava eu vagando atrás de um emprego para aumentar minha renda que, como discotecário (DJ hoje), era uma merda.  Eu tinha sonhos que necessitavam de "dim dim" para serem realizados. Filho de pai pobre, que era filho de pai rico (a história é sempre a mesma), eu tinha que me virar se quisesse comprar um tenis de couro, ou uma calça Lee ou Levis ou até mesmo um discoLP.

Na época, eu tinha um futuro e hoje ex-cunhado, o Geraldinho, que trabalhava como programador em uma das mais novas maravilhas tecnológicas do momento ¨o computador¨, também conhecido como ¨cérebro eletrônico¨ . Quem trabalhava com computadores naqueles anos era considerado maluco, gênio e com altos salários!(maluco sim, dinheiro nada!).  Geraldinho,vendo minha batalha atrás de trabalho, me ofereceu uma oportunidade de trabalho com estas máquinas fabulosas.

Computador, naquela época, era algo caríssimo e não era qualquer empresa que tinha condições de ter um, então era muito comum empresas menores alugarem os tempos ociosos das poderosas que podiam compra-los. Lá fui eu trabalhar como digitador pela Precon nas horas ociosas do computador de uma grande distribuidora de remédios chamada Promed.

A Promed ficava na avenida Santos Dumont entre as ruas Curitiba e Guaicurus, no centrão e também a zona boêmia mais pesada e promiscua de BH. Começava trabalhar as onze horas da noite, junto com as putas, viados, bichas loucas, bêbados e drogados habitantes da região e largava as oito da matina, quando eles também encerravam seus expedientes. Mas eu não podia perder esta oportunidade.


O primeiro computador com o qual me deparei foi um Burroughs B700, este da foto. Ele ocupava uma sala de trinta metros refrigerada a quinze graus (em pleno verão eu trabalhava com uma blusona de frio), ficava sobre um tablado para não tocar no chão, tinha um disco de back up com a espantosa capacidade de armazenamento de cinco megabytes e uma capacidade operacional de trinta e dois Kbytes!.....fabuloso!!! ...Teclado leve, monitor de tv, discos portáteis e comandos em português....nem pensar...inimaginável!... Diferente dos dias atuais, quanto maior e mais difícil de operar era a máquina, os chamados ¨mainframes¨, mais potente ela era!.

 Detalhe importante, não existiam cursos, jogavam um manual  em inglês de quinhentas páginas no seu colo e você que se virasse, naquela época quem sabia não compartilhava, lógico ele se virou, você que se vire e aprenda! Eram noites viradas para descobrir um ou dois comandos.... Depois de digitador, passei a instalador, operador, programador e analista. Tive que aprender, nos manuais em inglês linguagens de programação como cobol, assembler, RPG, fourtran dentre outras, tudo na base do...¨se vira meu bom!¨


E por que estou dizendo tudo isto? Em 1977 Steve Job já pensava em como ¨mudar o mundo¨ e facilitar a vida de toda uma futura geração. Ele já pensava em algo mais ágil, com um design moderno, maior capacidade de armazenamento, menor porte e principalmente uma máquina mais simples de ser operada. ....Ele conseguiu, trouxe o futuro para o presente! Saiu na frente e todos correram atrás!!!!...Este é o legado que ele nos deixou. A mim não interessa se era bonzinho, caridoso ou outra coisa qualquer. A mim interessa o que ele deixou, muita evolução, muita tecnologia algo de grande utilidade para a todos, algo inimaginável para alguem que como eu viu ha trinta anos atrás um Burroughs B700.

 Chorar por sua morte???? Não!!!! Todos morrem um dia, aliás existe uma famosa frase que sempre utilizo "Tudo tem seu tempo e sua hora". A hora de Steve chegou e ele se foi, mas seu tempo....ah!!!! este ele estava muito a frente, o tempo dele era outro e nós ainda não chegamos lá!  Foda foi morrer tão cedo e não ter tido o tempo de nos brindar com várias coisas geniais que acredito que ele ainda tinha a oferecer!

É uma pena que não tenhamos outros Steves na medicina, na educação nos governos e em outros setores, talvez o mundo estivesse melhor!