terça-feira, 22 de março de 2011

IES, NÓS PODE

 
A alguns anos atrás, fui com uma amiga, passar a semana santa em Poços de Caldas. Ela não conhecia a cidade e achava que o local era uma verdadeira roça. Surpreendeu-se em conhecer uma cidade tão bonita, limpa, grande e agradável. Se encantou com as praças, com as térmicas, com os banhos de lama, com os doces e queijos, com o preço das botas femininas e com a beleza das peças de cristal produzidas na região.

Mas o que realmente marcou sua passagem por lá foi o fato de que, na sexta feira santa, estávamos sentados em um bar tomando um chopp de vinho, quando de repente os garçons começaram a abaixar as portas do estabelecimento. A hora era seis da tarde... minha amiga ficou surpresa mas o garçon disse que era apenas para a passagem da procissão de enterro, tradicional neste dia da semana santa. Para ela, que nunca tinha presenciado este fato, foi algo diferente e até emocionante, ver o respeito dos estabelecimentos abaixando suas portas, milhares de pessoas, crianças, jovens e velhos, seguindo de forma disciplinada e respeitosa, com velas acessas, cantando acompanhados por uma banda de musica e fazendo suas orações. Isto durou uns vinte minutos, até que todos passassem.

Por que esta lembrança agora????? No último sábado, saindo da casa de minha mãe, me deparei com a procissão de São José. Até corri, com um certo receio de ficar preso no trânsito, mas nem foi preciso, somente uma meia dúzia de gatos pingados seguiam acompanhados por uma pessoa tocando um violão e cantando em cima de um carro de som, diferente dos mais de dez mil que estavam na Savassi, presentes a comemoração de St. Patrick´s Day.

St. Patrick????? Quem é o nobre santo????...É o novo padroeiro de Belo Horizonte????... Que milagres foram feitos por tão festejado santo?????...Ora caros leitores, sabemos que existem algumas festas importadas que são realizadas no Brasil, mas todas com um certo motivo para ocorrerem, tais como...Oktoberfest, uma festa típica alemã que é realizada numa região onde moram emigrantes e descendentes da raça. Festa das flores em Holambra, o próprio nome da cidade já explica sua descendencia. As festas dos emigrantes italianos que são realizadas nos bairros onde existem colonias de representantes...e por aí vai!!!

Festa de St. Patrick em Belo Horizonte????? Porra!!!!!... eu não sabia que tinha tantos irlandeses na cidade!!... Se não tem, não sabia que tinha tantos admiradores da Irlanda por aqui....pelo menos assim entendo aqueles montes de idiotas vestidos de verde andando, gritando, bebendo e mijando pela Savassi afora. Que me desculpem os amigos que lêem esta coluna e que estavam por lá.....mas um bando de idiotas vestidos de verde sem saber nem quem foi o tal do São Patrício!!!!

Não creio que Belo Horizonte seja uma cidade conhecida e famosa na Irlanda!!!!!.... Nem creio que eles façam uma puta comemoração no dia de Nossa Senhora da Conceição, ou qualquer outro santo brasileiro!!!!! Mas acredito que estamos perdendo nossas referências, nossas raizes e origens.


Acredito que num futuro próximo serão extintas de vez do nosso calendário festivo, as festas juninas, dos padroeiros, carnaval e demais feriados, sendo substituídas por comemorações do Haloween, St. Patrick, Thanksgiving day, 4 July e outros tantos. Provávelmente passaremos a assinar Brazil com Z, seremos o estado de Mines General cuja capital será Beauty Horizon!!!!

Que isto??????.... Você é conservador assim????.... Não!!!! aqueles que me conhecem sabem que sou a favor da qualquer manifestação cultural, aceito até um Haloweeinzinho na boa!!!.. mas.... dez mil pessoas comemorando o dia de São Patrício!!!!! Me desculpem novamente!!!!!!..... Um bando de idiotas vestidos de verde, gritando, bebendo e mijando pela Savassi afora sem saber de nada sobre o tal santo!!!!!

Enquanto o mundo se volta com outros olhos para o Brasil, fato comprovado com a vinda do presidente Obama, coisa difícil de acontecer anteriormente, os brasileiros continuam a pensar como habitantes de um pais colonizado do terceiro mundo, desvalorizando nossas raizes, cultura e hábitos. Mas num mundo de Iphones, Ipeds e Ipods criamos o nosso " IES, NÓS PODE!!!!"  E viva o tal St. Patrick!!!!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Minha vida de camelô 1



Existem fases na vida da gente em que você necessita fazer algumas adaptações. O pior é que surgem situações repentinas que se você não for rápido......dança!!!!

Por uma destas tristes circunstâncias da vida e o falecimento de minha mãe quando eu ainda era uma criança, muitas coisas mudaram  de repente na vida da família. Fizemos um caminho inverso...de uma vida boa de classe média alta...para uma vida simples de pobre.....porem" digna e honrada", como diria meu ex aluno e hoje amigo, Lúcio Bocão!

Assim, por uns tempos, o colégio particular virou escola pública, o carro virou busão, o bairro gutierrez virou centrão e por aí vai. Foi assim que com onze anos tive que aprender a me virar sozinho.

 Meu avô tinha um sítio com muitas arvores frutíferas e ele mandava sempre as frutas da época para nós.

Certa vez, numa época de mexerica, toda semana chegava um saco de 60 kilos da fruta lá em casa. E tome mexerica no café da manhã, no almoço, na merenda da escola, no jantar e por aí vai. Era só o saco começar a esvaziar e tome mais 60 kilos da fruta. Eu era o irmão mais velho dos cinco e geralmente, naquela época, o irmão mais velho tem que ser o exemplo para os mais novos. Eu não podia nem pensar em não comer a porra da mexerica se não a "Iapa"  comia no lombo.

A cada saco que chegava era um "puta que pariu!!!!.....mais mexerica!!!!" A gente não aguentava mais. Certo dia, observando a feirinha na porta de nossa casa, pensei em pegar as mexericas e vender. Pedi uma caixa de papelão vazia a um feirante, pus os 60 kilos na porta de casa e vendi. Vendi tudo, até os vizinhos compraram, e ganhei minha primeira grana. Este foi meu primeiro negócio. Agora já estava esperando a próxima remessa com ansiedade de vender. Claro que meu pai não podia saber, filho dele, naquela época só podia pensar em estudar, nada de trabalho!

Mas, a vida é ingrata e injusta em certos aspectos. Meu pai chegou em casa depois do trabalho, foi procurar a fruta e achou uma quantidade mínima!...

-Uai..cadê as mexericas?
-Uê pai....... nos chupamos!!!!!
-Todas????
-É!!!!!
-Não minta!!!!!
- Que isto pai!!!!! (claro que os irmãos estavam todos no bolso).

Como era de praxe, ele me chamou para irmos na padaria comprar pão. Aí aconteceu o que nunca tinha acontecido antes, no caminho encontramos com dona Ana, vizinha faladeira que tinha, dentre outros atributos, a mania de tomar conta da vida alheia. Era tudo que eu não queria e não precisava naquele momento.

- Oi seu Antonio...como vai a vida...
- Vamos levando né dona Ana...Vamos levando!!!
- Ai ela soltou....que gracinha seu filho hoje né!!!
- Eu olhando para ela com aquele olhar de " não dona Ana, pelo amor de deus não!!!
- Como assim perguntou meu pai!
- Ora seu Antonio, ele vendeu as mexericas todas e disse que era para ajudar o pai!!! Que filho maravilhoso o senhor tem!
- Ah vendeu?????
- Sim...eu até comprei algumas não foi julinho?
- Eu olhando para ela e pensando " foi sim sua vaca velha, dedo duro, filha da puta.....Você acabou de me fuder...."
_ Aliás já chupei algumas e são muito boas...quando chegar mais me avise tá!
- Em pensamento......" vou avisar sim sua côrna,!!!"
- Tchau gracinha...disse ela apertando minha boceja!!!!
- Eu em pensamento..." vá tomar no oidoseucú...vaca velha!

O silencio de meu pai e meu, durante o resto de nosso caminho já antecipava o que iria acontecer. A Iapa comeu solta em todo mundo, não pela venda das frutas em sí, mas pela mentira. A partir de então secaram as mexericas e as demais frutas enviadas por meu avô e ainda por cima toda vez que a família se encontrava olhares e comentários das minhas tias eram " que menino ruim este, vendendo as frutas que o avô manda!!!!". Mas foi assim que começou minha vida de camelô, que gerou outras histórias, inclusive a do meu irmão gêmeo que existiu durante um tempo, mas que eu nunca tive!

Só para esclarecer, a Iapa, era um instrumento de correção usado várias vezes por meu pai. Era um chicotinho com cabo de madeira e uma lingua de couro, que ele usava para o acerto de contas. O pior da Iapa é que ela ficava em cima do guarda roupas e todas as vezes que ia ser usada, a vítima é que ia busca-la. Assim o torturado buscava o instrumento de tortura que ia ser utilizado contra ele mesmo e entregava para o torturador!

Certíssimo o ditado que diz " A mentira tem perna curta", principalmente quando tem uma dona Ana pelo caminho, que por mim, está queimando no mármore do inferno até hoje!



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O bom da vida!


A alguns dias, por ocasião do meu aniversário, minha ex-aluna e atual amiga e colega de profissão, Tamara, me presenteou com o livro "A Ultima Grande Lição - O Sentido da Vida". Junto com o livro veio um cartão com um agradecimento a um pequeno "empurrão" que dei para ela iniciar a vida profissional.

Acabei de ler. Muito bom, recomendo. Trata-se da história de um professor (Morrie) muito querido por seus alunos que se reencontra semanalmente com vários deles a medida que uma doença conhecida por ELA (esclerose lateral amiotrópica), vai acabando com sua vida lentamente.

Um dos encontros semanais era com o autor do livro Mitch Albom, sempre as terças feiras e baseado nestas conversas o autor escreveu o livro.

Mas independente de tudo isto, o que valeu foi o carinho da Tamara de me enviar o livro me relacionando com o professor, personagem do mesmo. Isto é muito bom, principalmente por que, como sempre disse a todos que me conhecem, eu não sou professor, "estou professor". Nunca me preparei, nunca imaginei e nunca pensei em ser professor. Aliás nunca me dei bem com alguns professores que de posse de seus títulos se acham os "The best"!................ A princípio, ser professor sempre me passou a idéia de uma coisa repetitiva que, com o passar dos anos se tornaria monótona, mas nestes meus sete anos acadêmicos, pude comprovar que não é bem assim!

Minha história academica começou por acaso. Certo dia minha amiga, professora Sonia Martins, me pediu para substituí-la num determinado dia no Instituto J.Andrade, em Juatuba.  Fui, conversei com os alunos e eles gostaram. A coordenadora do curso, Graziella, me pediu um currículo e arquivou por lá!

Um ano após, fui convidado para dar uma aula nas sextas feiras. Topei, mas na semana seguinte a Grazi, coordenadora, me perguntou se eu tinha conhecimento suficiente para assumir mais quatro matérias, eu disse que me prepararia e poderia assumir no semestre seguinte, porém ela me disse...." não....é para semana que vem!!!!".... Não teve jeito aí entrou a frase ...." E agora????????.....se vira julio cezar ou vai ou racha!!!!".....e deu certo.....  fiquei por lá sete anos, com passagens pela Newton Paiva e a UNI BH.

O mais importante foi a oportunidade de trocar experiencias com meus alunos e meus colegas professores. Poder passar para os alunos os "cases" vividos nos mais de vinte anos de profissão  e  um conhecimento básico para enfrentarem o mercado, podendo inclusive dar uma ajuda, uma mão e um empurrãozinho na vida profissional de alguns deles. De certa forma, é um jeito de retribuir a todos que, em outros tempos, nos deram uma mão e um empurrãozinho quando estávamos iniciando.

Mas verdadeiramente o bom da vida é poder ver que muitos aproveitaram as aulas e estão se dando bem no mercado e que, de certa forma, você tem participação nisto. Quando recebo estas manifestações olho para trás e vejo que valeu a pena as noites mal dormidas preparando aulas, os churrascos, sítios e viagens perdidas nos fins de semana corrigindo pilhas de provas e trabalhos.

Aproveito o livro que a "Samara" me enviou para agradecer a oportunidade que os alunos que me "toleraram" me deram de passar minhas experiências, como também de absorver as deles e dizer que... "como está na propaganda do cartão de crédito...tudo isto não tem preço!!!!!"

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Os metrosexuais!

Foi-se o tempo em que gastar uma tarde no cabeleireiro era coisa de menininhas,........ hoje é coisa de "menininhos" também!".... É!!!!! caros leitores, as coisas andam mudando neste pais tropical. Se a uns tempos atrás tivemos a revolução dos soutiens, onde mulheres reividicaram direitos iguais aos dos homens, fazendo com virassem motoristas de onibus, pedreiras, jogadoras de futebol, diretoras de empresas e até presidenta da republica, os homens reagiram!!!

Mas a forma de reação masculina foi um tanto quanto diferente. Eles agora reivindicam o direito de estarem nos salões de beleza e clínicas de estéticas, fazendo sua unhas, escovas, permanentes, progressivas, massagens, mascaras faciais e até a depilação de todo o corpo!!!!! ...

Sim senhores!!!!! ..... Os homens agora não querem mais utilizar os antigos recursos naturais da masculinidade, ou seja....corpo peludo, barba, bigodes, cabelo cortado nos moldes dos pais etc...etc...etc... Hoje a moçada quer ficar todo "lisinho, depiladinho, com corpinho definido, sem gordurinhas ou pneuzinhos!"....Uma barriguinha!!!!....Aff é a treva.

Estamos na era dos famosos "metrosexuais"!!!!....Segundo o Wikipedia, o termo é um neologismo derivado das palavras metropolitano e heterosexual, para aqueles que exibem um comportamento esteriotipado associado ao homosexualismo.

Mas a definição  "popular", trata como "Um rapeize alegre na fila de espera de uma vaga de viado!!!..... Sim senhores e esta fila só tem aumentado, fato confirmado pelas inúmeras reclamações das mulheres!!!! .... A grita é geral!!!..Não tem mais homens....a concorrência está desleal!!!!

Certa vez, em sala de aula, conversando sobre este novo "nicho de mercado" uma aluna, a Paulinha, nos surpreendeu dizendo.."professor eu namoro um metrosexual!!!!"....É mesmo Paulinha, conte para nós esta experiência!!!


"Ah professor ele é lindo...tem o corpo todo definido, faz tres horas de academia por dia, vai na clínica de estética toda semana, é todo depilado, dança bem...é maravilhoso!!!".... Tem seus defeitinhos, ninguem é perfeito né!!!...... E quais seriam estes defeitinhos menina????

Bom...ele passa mais tempo no banheiro do que eu, a necessaire dele é maior que a minha, gosta de caipirinha com Kiwi e tem um carro velho, mas é que ele gasta muito com a academia, cremes, roupas de grife...estas coisas de beleza!

Só isto menina???? E no sexo????

"Aí ele é meio fraquinho professor!!!! Ele não deixa eu aperta-lo para não ficar marcas no corpo, não posso atrapalhar o cabelo dele.... ele adora ficar se olhando nos espelhos!!!!....Uê e aí?????...Aí é que a gente quase não faz sexo!!!.....Como assim Bial???

"Ah professor....para isto eu tenho um amiguinho...este já é mais largado, mais fofinho, taradinho, beija bem eu posso morder, arranhar,  é peludinho parece um ursinho....é muito "dotozinho!"

Mas Paulinha, por que então você fica com o "rapeize da necessaire maior que a sua"???... Ah professor por que ele é lindo e quando eu chego com ele nos lugares as mulheres ficam loooouuuucas de inveja!

E o fofinho??? ...." Não falo quem é nem sob tortura!!!! Não sou louca.... do jeito que as coisas andam elas me tomam meu "ursinho!!! 

Este fato é verídico, aconteceu já a uns quatro anos na minha sala de aula lá em Juatuba. De lá para cá a coisa anda piorando,.... duvidam???? confiram no endereço abaixo!


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Para refletir

Nesta semana, minha afilhada veio se despedir, foi de mudança para Capelinha.....longe....muito longe daqui. Ela passou num concurso do banco do Brasil e foi chamada para trabalhar lá. Estava alegre por ser chamada e triste por deixar suas coisas por aqui. Me lembrei deste texto e estou colocando para reflexão dos leitores!


"Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura muito interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.


Quando nascemos entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos que estarão sempre conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos no caminho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser mais que especiais para nós embarquem.


Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristeza. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por este trem de forma que , quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe.


Curioso é perceber que alguns passageiros que nos são tão queridos, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o percurso, atravessemos, mesmo que com dificuldades, o nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado para sempre.

Não importa, a viagem é assim, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperanças, despedidas... porém, jamais retornos. Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender, pois nós também fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.


Eu me pergunto se quando eu descer desse trem sentirei saudades... acredito que sim. Separar-me de algumas amizades que fiz será, no mínimo, dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste, mas me agarro à esperança de que em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar mais feliz será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, ou até aquele que está sentado ao nosso lado. Façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranquila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem da vida."




Silvana Duboc